Quem são os herdeiros que mantêm o poder no Carnaval do Rio

O Carnaval carioca sempre exaltou tradição. Mas, nos últimos anos, outro elemento tem chamado a atenção nos bastidores e na Sapucaí: a força dos sobrenomes. Em tempos de nepo babies, filhos e netos de figuras históricas das escolas de samba ocupam cargos estratégicos e ganham protagonismo, mostrando que, na folia, a herança familiar continua sendo decisiva.

No centro do poder, está a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). O comando da entidade está nas mãos de Gabriel David, filho do ex-presidente Aniz Abraão David, o Anísio.

Na diretoria financeira, outro sobrenome tradicional: João Drumond, neto de Luiz Pacheco Drumond, o Luizinho. Além do cargo na Liga, João é vice-presidente da Imperatriz Leopoldinense, presidida por sua mãe, Cátia Drumond.

Marcelinho Calil, diretor-executivo da Unidos do Viradouro, é filho de Marcelo Calil Petrus, também conhecido como Marcelão, que é presidente de honra da agremiação. Ele é neto do contraventor Antônio Petrus Kalil, o Turcão, morto em 2019.

Na Mocidade Independente de Padre Miguel, a transição foi marcada por turbulência. Com o patrono Rogério Andrade preso desde outubro de 2024e o então presidente também detido, o bastão passou para o filho, Gustavo de Andrade. Apelidado de “príncipe”, ele assumiu a missão de reorganizar a escola em meio a investigações que envolvem a família e a exploração de jogos de azar.

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