ESCÂNDALO NA SAÚDE: Paciente encontra larvas em marmita na UPA do Benedito Bentes e caso viraliza nas redes sociais
Um episódio revoltante veio à tona nesta quarta-feira (18) e gerou indignação em toda Maceió. Um paciente da UPA do Benedito Bentes afirma ter encontrado larvas na marmita servida dentro da unidade de saúde. As imagens, que circulam nas redes sociais, mostram o que seria frango cozido com macaxeira — e, sobre a proteína e na lateral do recipiente de isopor, aparecem claramente as larvas.
O caso caiu como uma bomba e rapidamente passou a ser associado à gestão da saúde municipal, comandada pelo prefeito JHC. Internautas questionam: como uma situação desse nível acontece dentro de uma unidade pública de saúde?
A diretora-geral da unidade, Laís Feitosa, informou que notificou extrajudicialmente a empresa terceirizada responsável pelas refeições assim que tomou conhecimento do ocorrido. Segundo ela, a empresa se comprometeu a apurar o caso com urgência para identificar possíveis falhas.
Além disso, a direção afirmou que o Serviço de Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (Sciras), juntamente com o setor de Qualidade da unidade, fará uma visita técnica ao local onde as refeições são preparadas para fiscalizar as condições higiênico-sanitárias.
A Secretaria Municipal de Saúde de Maceió também divulgou nota informando que está apurando responsabilidades e que medidas foram adotadas para garantir a segurança alimentar dos pacientes.
Apesar das notas oficiais, a repercussão negativa cresce. Em grupos de mensagens e perfis locais, moradores cobram explicações mais duras da gestão municipal. “Se nem dentro da UPA a comida é segura, imagine o restante?”, escreveu uma usuária.
A UPA Benedito Bentes afirma que realiza vistorias regulares nas marmitas servidas aos pacientes e que seguirá acompanhando o caso com “rigor e transparência”.
Enquanto isso, a população aguarda respostas concretas. Afinal, em um ambiente hospitalar, onde pacientes já enfrentam fragilidade e dor, a última coisa que se espera encontrar é contaminação no prato.
A crise coloca mais pressão sobre a gestão municipal e reacende o debate sobre fiscalização de contratos terceirizados na saúde pública de Maceió.




