Alfredo Gaspar classifica homenagem feita a Lula no Sambódromo do Rio, como uma “exaltação à corrupção”

Enquanto o brasileiro comum luta para fechar as contas em um cenário de juros estratosféricos e insegurança crescente, o Sambódromo do Rio assistiu, neste domingo, 15,  a um espetáculo que cruzou a linha entre a manifestação cultural e o deboche institucional protagonizado pela escola de samba Acadêmicos de Niterói. A homenagem prestada ao presidente Lula por uma escola de samba não foi apenas um desfile; foi, para muitos, um atestado de desconexão com a realidade ética do país.

A repercussão negativa ganhou fôlego imediato nas redes sociais, ecoando o sentimento de indignação de parlamentares e da sociedade civil. O deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), uma das vozes mais contundentes contra o atual governo, não poupou críticas ao que classificou como uma “exaltação à corrupção”.

O desfile ocorreu em um momento de extrema sensibilidade política e econômica. Enquanto as alegorias reluziam na avenida, os indicadores do país contam uma história bem menos festiva:

·        Economia em Xeque: A responsabilidade fiscal parece ter sido deixada na concentração, com a dívida pública em patamares alarmantes.

·        Crise na Segurança: O avanço do crime organizado em território nacional contrasta violentamente com a narrativa de “paz e amor” vendida nos enredos oficiais.

·        O “Samba” do Pagador de Impostos: Para Gaspar, o evento foi um momento em que Lula e sua “trupe” escolheram “sambar na cara do cidadão de bem”.

“O desfile foi um marco na exaltação à corrupção e à esculhambação em que se tornou o Brasil sob a gestão de um condenado em três instâncias”, afirmou o parlamentar alagoano.

A escolha do tema em pleno ano de eleições para presidente, governador, senador, e deputado levanta questões éticas sobre o uso de recursos públicos e incentivos fiscais para agremiações que se prestam ao papel de braço propagandístico do governo. Transformar a cultura popular em ferramenta de blindagem política é um movimento perigoso que compromete a isenção da arte e ignora o histórico judicial recente do homenageado.

O sentimento que fica para grande parte da população não é de orgulho, mas de cansaço. O povo brasileiro já “dança” conforme a música da crise há tempos, enquanto o futuro do país parece ser sacrificado no altar do populismo e da impunidade.

A esperança manifestada por críticos como Alfredo Gaspar é que o ano de 2026 não seja apenas de desfiles, mas de uma verdadeira mudança de rumo para o Brasil, onde a ética volte a ser o enredo principal da nação.

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