Noite de tensão e brilho marca abertura do Grupo Especial no Anhembi em São Paulo

 

A primeira noite de desfiles do Grupo Especial de São Paulo, realizada na sexta-feira (13), no Sambódromo do Anhembi, foi marcada por contratempos, emoção e apresentações que dividiram opiniões. Entre atrasos no cronograma, problemas técnicos e até desmaio de componente, sete escolas passaram pela avenida em um início de Carnaval intenso e imprevisível.

Estreia agitada da Mocidade Unida da Mooca

Mocidade Unida da Mooca

Abrindo a noite, a Mocidade Unida da Mooca fez sua aguardada estreia na elite do samba paulistano com o enredo “GÈLÈDÉS – Agbara Obinrin”, assinado pelo carnavalesco Renan Ribeiro e pela enredista Thayssa Menezes.

A bateria Chapa Quente levantou o público na arquibancada monumental, mas a escola enfrentou dificuldades na evolução, precisando acelerar o ritmo para não ultrapassar o tempo regulamentar.

Antes mesmo de entrar na avenida, a agremiação se envolveu em polêmica após a modelo Mulher Pera se desentender com a diretoria por conta da fantasia. Ela recusou desfilar em outra posição e acabou ficando de fora do cortejo.

Outro problema foi causado por uma alegoria que jorrou água na pista, contribuindo para atrasar o cronograma da noite.

Colorado aposta no universo das bruxas

A Colorado do Brás foi a segunda a desfilar e apresentou o enredo “A Bruxa está solta! Senhoras do saber renascem na Colorado”. O desfile transcorreu sem grandes falhas e teve como destaque a comissão de frente, que encenou um ritual com caldeirão e efeitos teatrais.

Um dos momentos mais comentados foi a presença da atriz Fabi Bang, que representou Glinda, personagem do musical Wicked, em uma alegoria repleta de referências à cultura pop.

Favoritas confirmam força

A Dragões da Real levou para a avenida o enredo “Guerreiras Icamiabas: Uma Lendária História de Força e Resistência” e apresentou um desfile tecnicamente consistente, reforçando o favoritismo ao título.

Na sequência, a Acadêmicos do Tatuapé também mostrou força com o enredo “Plantar para Colher e Alimentar, Tem muita terra sem gente, Tem muita gente sem terra!”. Porém, um carro alegórico derramou óleo na pista, obrigando a organização a utilizar areia para evitar acidentes e ampliando o atraso da noite.

Rosas enfrenta imprevistos e punições

Atual campeã, a Rosas de Ouro precisou lidar com uma série de dificuldades antes e durante o desfile. Enquanto aguardava na concentração, a escola animou o público com sambas históricos.

Pouco antes de entrar na avenida, um integrante da comissão de frente desmaiou e ficou fora da apresentação. Como ele representava um dos elementos centrais do enredo, a ausência pode resultar em perda de pontos.

Além disso, a escola já inicia a apuração com meio ponto a menos por descumprimento de prazo na entrega de documentos à organização.

Tradição e dificuldades fecham a madrugada

O tradicional Vai-Vai entrou na avenida já com o dia claro, reflexo dos atrasos acumulados. Com o enredo “Em Cartaz: A Saga Vencedora de um Povo Heroico no Apogeu da Vedete da Pauliceia”, a escola apostou na força da comunidade, embora tenha apresentado fragilidades em alegorias e fantasias.

Encerrando a noite, a Barroca Zona Sul homenageou Oxum com o enredo “Oro Mi Maió Oxum”. A escola enfrentou problemas no recuo da bateria e abriu um grande espaço à frente de uma alegoria. Uma fonte cenográfica também lançou água na pista, prejudicando a evolução, inclusive da rainha de bateria Juju Salimeni.

Entre brilho e tropeços, a primeira noite do Grupo Especial deixou claro que a disputa pelo título — e contra o rebaixamento — promete fortes emoções na apuração.

 

 

Com informações da CNN Brasil

Fotos: Léo Franco e Natália Rampinelli/AgNews

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *