Troca de acusações entre Kelmann Vieira e Rui Palmeira acirra clima político em Maceió

Um vídeo publicado pelo vereador Kelmann Vieira nas redes sociais provocou forte repercussão e acirrou o ambiente político em Maceió. Na gravação, o parlamentar faz acusações indiretas a um colega de Câmara, a quem descreve como alguém que “posa de paladino da moralidade”, mas que, segundo ele, utilizaria uma empresa terceirizada ligada a uma secretaria estadual para empregar cabos eleitorais e amigos pessoais, supostamente com altos salários e sem exercer atividades.

Durante o vídeo, Kelmann afirma que essas pessoas não teriam “dado um dia de serviço” e sugere a existência de ingerência política dentro da secretaria mencionada. As declarações, feitas em tom de denúncia, rapidamente se espalharam por redes sociais e grupos de mensagens, gerando debates, cobranças públicas e pedidos de esclarecimento.

A polêmica ganhou novos contornos após uma publicação do ex-prefeito de Maceió, Rui Palmeira, também nas redes sociais. Em resposta indireta, Rui afirmou que haveria “uma mulher de ex-prefeito com cargo na Mesa Diretora da Câmara, recebendo cerca de R$ 17 mil por mês e que nunca sequer teria pisado na Casa”. Assim como Kelmann, Rui não citou nomes e apresentou apenas pistas, ao dizer que o cargo teria sido concedido por um vereador da região Norte da capital, prometendo divulgar novas informações caso a postagem atingisse 150 reações.

A estratégia adotada por ambos — acusações sem identificação direta e condicionadas ao engajamento nas redes — ampliou a tensão e transformou o episódio em uma disputa pública de narrativas. Nos bastidores, aliados de Kelmann interpretaram a fala de Rui Palmeira como uma tentativa de desviar o foco da denúncia inicial, o que teria irritado o vereador e elevado o tom do confronto.

Até o momento, nenhum nome foi oficialmente citado, e não há confirmação pública sobre a veracidade das acusações feitas por ambos. Apesar disso, o episódio aumentou a pressão para que as denúncias sejam formalizadas e apuradas pelos órgãos de controle, como o Ministério Público e os tribunais de contas.

Enquanto isso, a troca de acusações segue alimentando o debate político em Maceió e reforça a cobrança da sociedade por transparência, responsabilização e pelo uso adequado de cargos e recursos públicos.

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