Medicina em Alagoas: Cesmac e universidades públicas alcançam desempenho Satisfatório no Enamed 2025

As instituições de ensino médico de Alagoas apresentaram resultados positivos no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025. Segundo os dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), nenhuma faculdade do estado operou em níveis insuficientes, com destaque para as universidades públicas, que atingiram conceitos de excelência.
Panorama do Desempenho por Instituição
O Enamed utiliza uma escala de 1 a 5 para medir a qualidade da formação dos graduandos. Confira como ficaram as notas em Alagoas:
Destaques do Ensino Público
As universidades públicas do estado mantiveram a hegemonia com o conceito 4, uma das maiores notas da avaliação nacional.
• Ufal Maceió: A diretora Ângela Canuto celebrou o resultado como um marco nos 75 anos da faculdade, reafirmando a tradição e a busca contínua pela excelência.
• Ufal Arapiraca: Mesmo sendo um curso mais jovem, obteve o melhor desempenho proporcional do estado. O coordenador Celso Marcos da Silva destacou o alinhamento total às diretrizes curriculares nacionais.
• Uncisal: A instituição reforçou sua posição como referência estadual, focando na formação humanizada e na qualidade acadêmica consistente.
Cenário nas Instituições Privadas
O Cesmac e o Afya Maceió garantiram o conceito 3, classificação que o MEC considera adequada para o exercício profissional. O pró-reitor de planejamento do Cesmac, João Sampaio Neto, avaliou o resultado de forma positiva, pontuando que a nota demonstra que os alunos estão devidamente capacitados para o mercado de trabalho.
A Visão do Conselho Regional de Medicina (Cremal)
Apesar dos bons números, o presidente do Cremal, Dr. Benício Bulhões, mantém um tom de cautela. Para a entidade, o Enamed é um indicador relevante, mas que deve ser visto como parte de um sistema de monitoramento mais amplo.
“A qualidade da formação médica tem impacto direto na segurança e na eficácia da assistência prestada à população”, afirmou Bulhões.
O Conselho defende critérios ainda mais rigorosos para a abertura de novas vagas e a manutenção dos cursos existentes, enfatizando que a formação médica exige uma responsabilidade extrema com a vida humana e não deve se basear apenas em avaliações pontuais.



