Paulo Dantas e Renan Filho articulam visita de Lula a Alagoas; data mais provável é 23 de janeiro

O governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), e o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), trabalham nos bastidores para viabilizar a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Estado. A agenda, inicialmente planejada para dezembro do ano passado, deve ser confirmada ainda neste mês. A data mais provável é 23 de janeiro.
A programação deverá incluir compromissos em Maceió que reforçam a presença do governo federal em Alagoas. Entre as atividades previstas estão a inauguração da nova sede da Embrapa na capital e a entrega de um residencial do programa Minha Casa, Minha Vida.
Nos bastidores, também se desenha um encontro político que chama atenção: Paulo Dantas e o prefeito de Maceió, JHC (PL), devem dividir o mesmo palanque ao lado de Lula e Renan Filho. A expectativa é de um clima cordial durante os atos oficiais, apesar das divergências políticas que ainda marcam a relação entre o governador e o prefeito.
Paulo Dantas e Renan Filho fazem oposição direta a JHC, que integra o PL e apoiou Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2022. Nos últimos meses, no entanto, o prefeito tem se aproximado do governo Lula e do ministro Renan Filho, embora o relacionamento com o governador permaneça tensionado.
A movimentação em torno da visita presidencial ganhou repercussão nesta terça-feira (13/01), após JHC se antecipar e começar a divulgar, em sites e blogs ligados à Prefeitura de Maceió, a possível vinda de Lula à capital. O prefeito anunciou que pretende participar ao lado do presidente da inauguração de um residencial, gesto interpretado como o sinal mais evidente de aproximação com o Planalto desde o início do atual mandato presidencial.
O timing político não passou despercebido. Ao mesmo tempo em que reforça a divulgação da visita de Lula, aliados do prefeito também começaram a propagar que JHC prepara uma ampla reforma administrativa na Prefeitura de Maceió, com exonerações e rearranjos previstos para ocorrer antes do Carnaval — período que coincide justamente com a janela mais provável para a agenda presidencial na cidade.


