MDB e União Progressista polarizam disputa por vagas na Câmara em Alagoas

 

A corrida pelas vagas na Câmara dos Deputados em 2026 já movimenta os bastidores da política alagoana, com dois blocos despontando como protagonistas na formação das chapas proporcionais: o MDB e a federação União Progressista, composta por União Brasil e PP. As articulações revelam estratégias bem definidas para garantir força eleitoral e ampliar a presença no Congresso Nacional.

De um lado, a União Progressista aposta em uma combinação de nomes com mandato, herdeiros políticos e novas lideranças. Entre os principais quadros estão Marx Beltrão, Daniel Barbosa e o Delegado Fábio Costa, todos com atuação consolidada em diferentes regiões do estado. A federação também investe na renovação com Álvaro Lira, o Alvinho, e no fortalecimento junto ao eleitorado evangélico com Gunnar Nunes.

A composição ganha ainda mais peso com a chegada do ex-deputado Nivaldo Albuquerque, que tenta retornar à Câmara após ter ficado de fora em 2022, mesmo com votação expressiva. Agora, em uma estrutura partidária mais robusta, ele busca viabilizar o mandato.

Do outro lado, o MDB estrutura sua chapa com foco na experiência política e na atuação institucional. Um dos principais nomes é Isnaldo Bulhões Júnior, líder da bancada do partido na Câmara, que tem forte influência em pautas estratégicas em Brasília. Também se destaca Rafael Brito, com atuação voltada à educação e participação relevante em discussões nacionais sobre o setor.

A legenda ainda reúne nomes como Tereza Nelma, com trajetória consolidada, e a vereadora Fátima Santiago, reforçando a presença feminina. O grupo inclui também lideranças religiosas e políticas do interior, como Cláudia Balbino e Renato Filho, ampliando o alcance eleitoral da chapa.

Correndo por fora, o PSD também se articula para entrar na disputa com competitividade. O partido reúne nomes como Luciano Amaral, Rui Palmeira e Júlio Cezar, além de apostar em novas lideranças como Thaís Canuto e Rute Nezinho, buscando espaço principalmente no interior do estado.

A formação das chapas segue uma lógica estratégica: mais do que candidaturas individuais fortes, os partidos buscam montar grupos com densidade eleitoral suficiente para atingir o quociente e garantir o maior número possível de cadeiras. Nesse cenário, a disputa promete ser acirrada e decisiva para o equilíbrio político de Alagoas nos próximos anos.

 

 

Com informações da GazetaWeb

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