Suplente é preso suspeito de mandar matar vereador em cidade do interior de Alagoas

Um crime que chocou o agreste alagoano ganha novos desdobramentos. A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (9), o suplente de vereador de Campo Grande (AL), suspeito de ser o mandante do assassinato do vereador José Feliciano Lessa Leandro, conhecido como Pitú.
De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado por disputa política. O suplente preso seria o primeiro da linha sucessória e, segundo a polícia, teria interesse direto na vaga deixada pela vítima.
Execução e investigação
O homicídio ocorreu em 10 de junho deste ano, em uma emboscada que tirou a vida do vereador Pitú, alvejado por disparos de arma de fogo.
Desde então, a Delegacia de Homicídios da 12ª Região, sediada em Girau do Ponciano, conduziu uma investigação detalhada, reunindo provas técnicas e testemunhais que apontaram o suplente como autor intelectual do crime.
Com base nessas evidências, a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva, cumprido pela equipe do delegado Carlos Henrique.
Durante a operação, os agentes também cumpriram mandados de busca e apreensão, recolhendo uma motocicleta utilizada na execução e um celular, que passará por perícia para aprofundar a apuração.
Motivação política sob suspeita
A principal linha de investigação indica que o suplente, agora preso, teria agido por ambição política. A morte do vereador abriria caminho para que ele assumisse a cadeira na Câmara Municipal, o que reforça a tese de crime motivado por interesse pessoal e político.
Fontes ligadas à investigação afirmam que as provas reunidas até o momento fortalecem o indício de premeditação e possível participação de outros envolvidos.
