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Sete testemunhas do caso Joana Mendes são ouvidas durante audiência de instrução



A 7ª Vara Criminal de Maceió deu continuidade, nesta segunda-feira (19), à audiência de instrução do caso Joana Mendes, assassinada em outubro do ano passado pelo ex-marido, Arnóbio Henrique Cavalcante Melo. A juíza Lorena Carla Sotto-Mayor, titular da unidade judiciária, ouviu três testemunhas arroladas pelo Ministério Público (MP/AL) e quatro pela defesa.

    No dia 4 de julho, a audiência será retomada para ouvir mais testemunhas da defesa, uma do Ministério Público e o réu, que será interrogado por meio de videoconferência, a pedido da defesa.

    Entre as testemunhas ouvidas hoje estavam a empregada doméstica Damiana Gouveia, que encontrou a faca utilizada no crime na garagem da casa da mãe de Arnóbio Henrique, o irmão dele, Pedro Hudson Cavalcante Filho, e o amigo Christiano Eduardo Leite Beltrão.

    Durante o depoimento, Christiano disse que já tinha aconselhado o amigo a terminar o relacionamento e que foi com “surpresa e perplexidade” que soube do assassinato de Joana. “Estava viajando para um jogo em Natal quando vi uma matéria num grupo do whatsapp. Aparentemente nós percebíamos que ele não era feliz com ela. Hoje acho que ele está melhor do que antes. Nós notávamos ele abatido. Eu, pessoalmente, não o via feliz com a Joana”, disse.

    Segundo o advogado de defesa, Raimundo Palmeira, foi pedido à perícia o exame de impressão digital no cabo da faca para ver se houve atrito entre a vítima e o réu na hora do crime. De acordo com o advogado, ainda não um tese defensiva para o caso.

    “Quando nós temos um depoimento do réu em que ele demonstra lembrar perfeitamente dos fatos, nós temos já de início uma linha defensiva a seguir. Então, hoje, nós não temos uma linha defensiva clara porque ele apresenta uma memória lacunar escura dos fatos. Estamos procurando investigar o que houve. É muito importante precisar que a tese deve ser construída sob fatos concretos”, disse.

Relacionamento conturbado

    De acordo com a irmã da vítima, Júlia Mendes, o comportamento de Joana mudou bastante desde o início do relacionamento. “Ela tinha mudado muito o comportamento depois que iniciou esse relacionamento dela, questão de maneira de falar, de amizades, forma de se vestir. Foi uma mudança de comportamento muito estranha que assustou a gente por ela sempre ter sido muito espontânea, alegre, tinha muitos amigos”, contou.

Segundo Júlia, a irmã não podia cumprimentar os amigos direito, no máximo era permitida a apertar a mão dos outros, e ele tinha ciúmes até da família dela. “O ciúme era de tal proporção que até eu tinha impedimento de entrar na casa deles. Quando o filho deles nasceu eu fui impedida de frequentar a casa deles. Ele avisou à secretária que trabalhava lá, mas não disse à minha irmã, ela não tinha consciência disso”.

Júlia contou que a irmã parou de contar o que estava acontecendo entre eles. “No começo ela falava sempre, mas depois parou de falar porque a família acaba sempre tomando as dores, mas sempre quando discutiam ela dizia que ele tinha falado isso, que ela não podia fazer aquilo, que ela não tinha comportamento adequado, que não podia falar com as pessoas, que ela tinha que se vestir assim e ela dizia que não queria mais isso para ela. Aí as coisas se acalmavam e eles retomavam o relacionamento”.

Quanto à violência física, Júlia Mendes disse que nunca presenciou a agressão, mas notou alguns sintomas de que havia algo de errado acontecendo. “A gente notava machucados, manchas roxas na pele, nos braços, às vezes, nas pernas, e eram sempre as mesmas desculpas, que é comum em casos de violência doméstica, que são ‘ah, bati no móvel’, ‘bati na porta’, ‘eu tropecei, eu cai’. Sempre aquela negativa de quem sofre a violência, mas pelo fato de gostar da pessoa, de confiar, você acaba negando que está sofrendo”.

Júlia Mendes contou ainda que no dia do crime, por volta das 18h, o pai do filho mais velho de Joana ligou para ela pedindo para buscar o filho deles na aula particular, já que Joana teria combinado de buscá-lo às 16h e não tinha chegado.

“Apesar de eles serem ex-companheiros, nós temos um relacionamento muito bom e eu falei que pegava, mas o fato dela estar desaparecida, como eu já esperava que fosse acontecer algo ruim com o andar do relacionamento, eu já fiquei assustada. Então antes de chegar até o mais velho, eu cheguei até a creche onde o pequeno estudava e sendo bem depois do horário que ele largava, eu já senti que algo de muito ruim tinha acontecido com ela porque se ela estivesse bem, teria ido pegar os filhos”, contou.

Robertta Farias – Dicom TJ/AL


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