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Procon inicia força-tarefa para combater abuso nos preços da gasolina



Diante da inconstante política de preço adotada pelos postos de combustíveis em Alagoas, o Procon decidiu criar uma força-tarefa para combater eventuais irregularidades praticadas pelo setor. Nesta segunda-feira (17), a superintendência se reuniu com o Conselho Estadual de Defesa do Consumidor (Ceprocon) para deliberar atividades e fortalecer ações em prol dos consumidores.

Na reunião, foram discutidas novas estratégias para a realização das fiscalizações em postos de combustíveis e solicitado apoio aos conselheiros para uma ação mais efetiva e que atenda a toda demanda do Estado. O superintendente do Procon Alagoas, João Araújo Neto, comentou a importância dessa parceria entre instituições governamentais.

“A pedido do governador Renan Filho, convocamos essa reunião extraordinária para pedir o apoio e realizar uma força-tarefa em prol dos consumidores, para verificar se o preço cobrado nos postos é abusivo ou não. O intuito da reunião é ver em como cada um pode contribuir para atender essa demanda, dando uma cobertura maior que atenda todas as áreas”,  expressou João Neto.

De acordo a estratégia do Procon Alagoas, a equipe de fiscalização foi reforçada e as ações serão diárias. A nova equipe, que veio para atender a demanda, vai iniciar o treinamento ainda nesta semana. Além das ações nas ruas, também ficou definido que o Procon  divulgará, semanalmente, a lista dos postos mais baratos, por área.

Preço Justo

Conforme o órgão estadual de defesa do consumidor, a abordagem nos estabelecimentos não é de acusação e sim, de análise. “Queremos entender como se dá uma variação praticamente diária de preços, é preciso justificar se isso está ocorrendo de maneira correta ou se é uma prática abusiva”, comentou o assessor jurídico do Procon, Ubirajara Reis.

A ideia de se unir com outros órgãos e secretarias é justamente para uma análise mais técnica, que não é da alçada do órgão administrativo. O assessor jurídico César Caldas explicou como seria a ação.

“Antes de confirmar um preço médio, é preciso convocar um perito contábil para nos acompanhar nas fiscalizações. Assim, com a análise técnica, será possível, após o estudo financeiro dos documentos – nota de entrada, nota de saída e o lucro líquido -, verificar, de um por um, se o preço final cobrado é abusivo ou não”. A partir daí, a autuação se torna mais eficiente e a chance de conseguir uma liminar da Justiça diminui.

Na próxima quarta-feira (19), representantes do Procon Alagoas vão se reunir com o presidente e outros representantes do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Alagoas (Sindicombustíveis), às 10h, no Palácio República dos Palmares, para dialogar sobre o assunto e outros temas relacionados, dando continuidade à agenda das ações da superintendência.

 

Agência Alagoas


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