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Orquestras de Alagoas: arte que atravessa gerações

Estado mantém viva tradição musical e se consolida como um dos principais potenciais artísticos



Especial Bandas de Musica de Marechal Deodoro (RP)Os primeiros acordes fazem o corpo balançar. Não há quem resista ao ritmo que embala milhares de pessoas Brasil afora e é, sem dúvida, a maior festa popular do País: o carnaval! O som vem dos instrumentos executados com maestria pelos músicos da orquestra filarmônica da Sociedade Musical Carlos Gomes, do município de Marechal Deodoro, um dos berços culturais de Alagoas, onde a música atravessa gerações e “corre” nas veias de quem transforma a arte musical em alimento para a alma.

Da entrada da cidade, em diante, respira-se música. As boas-vindas são dadas por um monumento em forma de nota musical. É a indicação de que a música é a “dona do pedaço”. É ela quem “dá as cartas”, ou melhor, o ritmo saído dos diversos instrumentos que toca nas sedes das cinco orquestras existentes no município, nas casas, calçadas, rua acima, rua abaixo. No carnaval, as orquestras se dividem e formam bandas para atender a demanda dos blocos carnavalescos.

Marechal Deodoro é apenas um entre os diversos municípios alagoanos onde a arte musical predomina. As orquestras e músicos estão praticamente em todo o Estado, como revela a Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

“Temos um dos maiores potenciais culturais e artísticos. E neste segmento de bandas – e orquestras – Alagoas é conhecido pelo talento, potencial, qualidade, especialmente nesta área de sopro. São muitos artistas de reconhecimento nacional que possuem em suas bandas músicos alagoanos”, afirma Catarina de Labouré, superintendente de Formação e Difusão Cultural da Secult.

 Amor e vocação

A afirmativa é confirmada por Gerson Geraldo de Oliveira, 71, o “Véio”, como é conhecido em Marechal o militar reformado, ex-funcionário da Petrobras e maestro da Sociedade Musical Carlos Gomes, que há 23 anos trabalha, como afirma, sem remuneração por amor e vocação.

“Temos profissionais de alto nível, que começaram aqui comigo, e hoje estão trabalhando em todo o País, nas Forças Armadas  e nos lugares mais longínquos. Minha maior satisfação, é vê esses garotos (os meninos aprendizes) estudando música. Ficam fora das ruas e longe das drogas. Não estou mais na regência, porque me sinto cansado, mas não deixo a música, diz seu Gerson.

 “Trampolim musical”

Segundo ele, a Sociedade Musical Carlos Gomes foi fundada em 1915, com o nome de Sociedade Independente. “Surgiu da Banda Santa Cecília. Uns 25 músicos decidiram sair e fundaram a sociedade independente, depois a Carlos Gomes, que não parou de formar músicos até hoje. É como se fosse um trampolim”, ressalta.

A sociedade funciona com alunos iniciantes, prestes a entrar na orquestra juvenil e os que já estão dando sustentação à orquestra principal. São Jovens de 13, 16 anos, que estudam e participam das aulas e ensaios musicais. Quatro vezes por semana. O Carnaval é considerado por eles a melhor época. É quando conseguem tocar mais e ganhar recursos que precisam para manter viva a orquestra. Em outras épocas, tocam de tudo. Do erudito ao popular. Mas o faturamento é reduzido.

“Vamos tocar em 12 blocos pela prefeitura (de Marechal), dois blocos em Maceió (nas prévias e no  Pinto da Madrugada). Nas datas cívicas, procissões, apresentações culturais recebemos convites, mas não cobramos, pedimos apenas caixas de palhetas, que são muito caras”, ressalta Gerson, ao lado do atual maestro, tenente Hamilton José Lima da Silva.

Amor pela música atravessa gerações

Marcos Marciel dos Santos tem 13 anos e cursa o 8º ano, mas não tem dúvida do que quer ser: músico. Tímido, ele diz que o amor pela arte musical vem da família, dos tios, irmão. Toca trompete. E é afinado, segundo o maestro. “Pretendo minha carreira adiante”, diz.

Jonathan Justino dos Santos, 17, está estreando como músico no carnaval. Passou três anos ensaiando, para ser declarado apto a ir às ruas e mostrar suas habilidades também no trompete. “Me sinto realizado. Era meu sonho! Desde pequeno tinha vontade de aprender a tocar. Morava na Barra de São Miguel e lá não tinha escola de música. Fui pra Massagueira (povoado de Marechal Deodoro), mas lá acabou, aí vim morar aqui (em Marechal)”.

Quatro gerações, a mesma paixão: música

No povoado de Taperaguá, em Marechal Deodoro, uma cena emociona os mais emotivos. Avô, pai, filho, neto e bisneto integram a Sociedade Musical Professor Manuel Alves de França, fundada em 2002 em homenagem ao patriarca da família, que dá nome à orquestra que ele fundou em 1962. Hoje, aos 89 anos,  acompanha na calçada de casa os músicos se esmerando no ensaio para se apresentarem durante o carnaval. Balbucia algumas palavras e tem problemas auditivos, mas consegue ficar de pé para posar para a foto junto do filho, Altamiro Alves de França, maestro, do neto, Altamir, 31 e do bisneto, Wenderson Soares de França, 13.

A orquestra também possui 80 componentes, que no carnaval se dividem em bandas para acompanhar os blocos. São 12, de Marechal e dois de Maceió que se apresentaram nas prévias carnavalescas.

“Temos profissionais que passaram por aqui e hoje estão espalhados do Oiapoque ao Chuí. É um incentivo para os jovens e uma oportunidade para se manterem longe das ruas. Já tiramos alguns das drogas”, diz o maestro Altamiro, que pede mais apoio do poder público para as orquestras e a conclusão da construção da sede própria da sociedade. No momento em que estão tocando, um grupo de crianças de uma escolinha ao lado do prédio da sociedade, se junta aos músicos e faz o carnaval brilhar!

 

Agência Alagoas


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