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Médico diz que foi demitido após reclamar de segurança de UPA

Ele falou sobre insegurança em matéria para TV Gazeta no dia 3 de janeiro. Sinmed e CRM dizem que demissão foi injusta e cobram providências.



O Sindicato dos Médicos vai entrar com uma ação contra a empresa que administra a Unidade de Pronto Atendimento de Urgência (UPA) do Benedito Bentes, em Maceió, porque demitiu um médico que denunciou a falta de segurança no local em uma reportagem da TV Gazeta.

O médico, que é clínico geral e intensivista, e que era plantonista nas UPAs de Maceió desde maio do ano passado, disse que 90% da renda dele era do trabalho nas duas unidades de pronto atendimento da capital e que foi pego de surpresa quando foi demitido pela diretora da UPA do Benedito Bentes.

“Fui chamado até a sala da Direção Médica para ser informado que meus serviços não eram mais de utilidade para UPAs em virtude da queixa que foi feita em relação a segurança. E que como a reclamação chegou na imprensa isso mancharia o nome da empresa”, relata José Ronaldo Cavalcante.

Ele se refere a entrevista concedida na TV Gazeta no último dia 2, quando os funcionários da unidade suspenderam o atendimento depois que um paciente, que não pôde ser atendido, ameaçou voltar e atirar em quem estivesse lá.

Ronaldo denuncia também que os médicos não têm contrato nem vínculo empregatício com a empresa que administra as UPAs da capital. “Não há contrato de trabalho assinado. Com isso, a gente recebe diante dos plantões que são dados”, expõe.

Irregularidades
O presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), Wellington Galvão, disse que vai entrar com uma representação no Ministério Público do Trabalho (MPT), pelas questões trabalhista, e no Conselho Regional de Medicina pela postura da diretora da UPA, que ele considera antiética.

“Vamos fazer uma representação pela forma agressiva e constrangedora que o médico foi tratado, e para averiguar a forma de pagamento imoral que a empresa submete o médico”, falou Galvão.

O Conselho Regional de Medicina em Alagoas (CRM) disse que vai apurar a conduta da médica que é diretora da UPA e apoiar o sindicato da categoria com relação aos problemas trabalhistas.

“Excluir um médico porque ele reivindicou melhores condições de trabalho e segurança isso é algo inaceitável que não vamos aceitar de forma alguma. Contanto, esperamos que eles revejam essa situação para que possamos manter o diálogo”, expôs presidente do CRM, Fernando Pedrosa.

Medida administrativa
A administração da UPA do Benedito Bentes disse que toda medida administrativa interna tem como objetivo o respeito profissional e a melhoria da qualidade do serviço.

A secretaria municipal de Saúde informou que a responsabilidade sobre o gerenciamento administrativo da UPA é da Organização Social Instituto Saúde e Cidadania, vencedora da licitação feita pela prefeitura. E que a cabe a secretaria acompanhar e monitorar apenas os serviços prestados à população.

O Ministério Público do Trabalho disse que não recebeu nenhuma denúncia até o momento, mas informou que as contratações na UPA do Benedito Bentes devem ser pelo regime celetista.


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