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Fomentado projetos para uso sustentável do Canal do Sertão

Mais de 50 pesquisadores de diferentes instituições alagoanas atuam na extensão



large (75)Uma rede de pesquisa com atividades, especialistas e instituições distintas, unidas em prol do desenvolvimento tecnológico do semiárido alagoano. Esse é o formato dos projetos fomentados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e que têm como objetivo a exploração racional e sustentável da agricultura e da pecuária em toda a extensão do Canal do Sertão.

“Sendo a maior obra de infraestrutura hídrica da história do Estado de Alagoas, o Canal do Sertão requeria o aprimoramento da utilização de seus recursos, tendo em vista o uso sustentável da terra e da água. Com essa demanda em mãos, vislumbramos a possibilidade da construção de um edital para a realização de pesquisas na área”, explicou a diretora-presidente da Fapeal, Janesmar Cavalcanti.

O edital foi lançado em outubro de 2013 e disponibilizou R$ 1 milhão em recursos para que equipes multidisciplinares apresentassem suas propostas. Três projetos – que reúnem mais de 50 pesquisadores de diferentes instituições – contemplaram os critérios de seleção e já iniciaram os trabalhos na região.

As áreas e subáreas, bem como a coordenação, foram selecionadas por meio de oficinas temáticas promovidas pela Fapeal para diversas entidades relacionadas à promoção científica. A ação está alinhada com as diretrizes do Eixo 4 do Plano Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação de Alagoas.

“O trabalho vem sendo desenvolvido em rede desde a concepção da ideia original até a fase que agora nos encontramos, que é a de início das pesquisas”, explica o pesquisador Antônio Santiago, coordenador geral do edital.

“Com esse formato, os recursos não ficam concentrados em uma única instituição, possibilitando melhor capilarização da verba entre institutos que não são tão bem aparelhados, mas têm tudo para desenvolver projetos inovadores. Além disso, esse consórcio permite resultados mais eficientes em um espaço de tempo menor”, completa.

 

Possibilidade de patente

Das propostas aprovadas, pelo menos uma tem possibilidade de gerar patente para o Estado de Alagoas, garantindo exclusividade na exploração comercial da criação. Os projetos estão sendo desenvolvidos pela Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), pelo Instituto Federal de Alagoas (Ifal) e pela Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa).

A presidente da Fapeal enfatiza a importância da obtenção de patente para a pesquisa científica local. “Quando uma instituição obtém os royalties de uma patente por um projeto ou produto inovador, geralmente os recursos financeiros são reinvestidos na própria entidade, o que possibilita melhorar infraestrutura, equipamentos e capital social para a realização de novas investigações”, destacou.

As linhas de pesquisa abordam desde o manejo do solo e da água, tendo em vista  a sustentabilidade da exploração agrícola, até estudos de mudanças climáticas. O prazo de desenvolvimento é de 12 meses, podendo ser prorrogados por mais um ano, caso os projetos sejam bem avaliados.

 

Agência Alagoas


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