Cientistas descobrem planeta gêmeo da Terra, porém bem mais quente

planetaMuitos filmes de ficção mostram planetas similares à Terra, em que é possível até caminhar e respirar tranquilamente. Mas será que existe realmente algum com essas características? Uma nova descoberta da NASA apresentou um planeta “gêmeo” da Terra no que diz respeito à composição rochosa e ao tamanho.

 

No entanto, as semelhanças param por aí, pois o exoplaneta, que fica fora do nosso sistema solar, é extremamente quente. Segundo o relatório da revista Nature, dois grupos de pesquisa descobriram que o planeta Kepler-78b tem tamanho e composição semelhante aos nosso mundo e fica a 700 anos-luz de distância de nós.

 

Pesquisas gravitacionais

 

É amplamente conhecido que uma estrela exerce uma forte atração gravitacional sobre um planeta, por isso eles orbitam em torno delas. Mas os planetas também exercem uma força gravitacional sobre a sua estrela hospedeira, causando uma pequena oscilação na posição do astro.

 

Esta oscilação pode ser vista como uma mudança no comprimento de onda da luz proveniente da estrela, que pode ser comparada à mudança no som de um trem que passa. Os pesquisadores usaram esta oscilação para concluir que o Kepler 78b tem uma massa 1,69 vez maior que a da Terra.

 

Dessa forma, a combinação do tamanho e massa do planeta produz a sua densidade, permitindo que os pesquisadores determinassem que combinação de materiais existe por lá. Os resultados mostraram que a densidade do Kepler-78b corresponde a uma composição semelhante à da Terra em rocha e ferro.

 

Planeta quente

 

No entanto, apesar da composição do planeta ser “gêmea” à da Terra, é impossível ter alguma forma de vida no Kepler, porque ele tem uma superfície “ardente” com temperaturas que podem atingir 2.815 °C.

 

“Ter um planeta feito basicamente de rocha e ferro, como a nossa Terra, significa que temos uma boa superfície para a vida evoluir. Nós gostaríamos que tivesse água líquida na superfície, mas este planeta é, obviamente, muito quente”, disse Andrew Howard, um dos pesquisadores por trás das novas descobertas.

 

A “quentura” do Kepler-78b existe porque ele fica, ao menos, 100 vezes mais perto de sua estrela do que nós do sol, sendo que o planeta a orbita em um período incrivelmente rápido de oito horas e meia. Como consequência, a temperatura é altíssima e esse calor — combinado com enormes quantidades de radiação UV — faz com que o planeta não seja disponível para suportar um ambiente parecido com a Terra.

 

“É provavelmente um planeta de lava, então a superfície é apenas de lava vermelha fluindo. É completamente diferente da Terra nesse ponto. O sol ocuparia metade do céu”, disse Francesco Pepe, autor do segundo estudo.

 

Apesar do Kepler não poder ser habitável, os cientistas continuam a estudá-lo, pois a descoberta também pode ajudar a encontrar respostas para questões mais amplas na busca por exoplanetas. Por exemplo, os pesquisadores ainda se perguntam se a composição de ferro e rochas é a regra ou a exceção de planetas do tamanho da Terra.

 

Para ajudar a responder a estas questões, a NASA tem uma missão planejada para 2017, que vai fornecer as melhores ferramentas para encontrar mais exoplanetas.

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