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MULTIPLOS DE SI MESMO

Com Trabalhos no cinema, teatro, literatura e televisão, Oscar Calixto repete o hábito da multiplicidade artística aos 17 anos de carreira.



Redação

Alagoano natural de Maceió, mas criado na Princesinha do Sertão (Palmeira dos Índios), Oscar Calixto está se tornando conhecido no país pela capacidade de seus múltiplos talentos em diferentes veículos. Ator, Diretor e dramaturgo fervorosamente atuante no Rio de Janeiro, Oscar vem ganhando espaço e despertando o interesse da mídia ao repetir frequentemente a façanha de estar em cartaz com vários produtos ao mesmo tempo.

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No ano de 2009 esteve em cartaz no cinema com o filme “Longe de Tudo” sob a direção de Marcelo Cypreste, dirigiu o espetáculo “Anjos; Uma Espécie de Razão não comentada” no teatro (texto de sua autoria) e tinha seu livro “Sobre homens e Abismos” (publicado pela Editora Baraúna e incensado por profissionais da área) à venda nas principais livrarias do país.

Em 2014, ele repete a dose. Mas desta vez estará em quatro veículos ao mesmo tempo: Cinema, Teatro, Literatura e Televisão. No Teatro, Dirige o espetáculo “Neuróticos” que estreou no ultimo dia 21/11 no SESC – RAMOS/RJ arrebatando a plateia com gargalhadas do início ao fim e com aplausos em cena aberta. Neuróticos também vai retornar às salas de teatro em 2014 no Rio de Janeiro. No cinema, Oscar protagoniza o filme “O Brilho” com direção de Antônio Ernesto Martins, onde dá vida ao complicado papel de um dependente químico. Na televisão, poderá ser visto nas séries “Amor Veríssimo” (GNT), “Acerto de Contas” (Multishow) e “Milagres de Jesus – O ENDEMONIADO DE GERASA” (TV Record).

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Em “Amor Veríssimo”, mais precisamente no episódio “A inconstância Humana”, ele divide a cena com atores como Marcelo Faria (TV Globo) e Letícia Colin (TV Record). A produção é dirigida por Arthur Fontes e Coproduzida pela renomada Conspiração Filmes (Dois Filhos de Francisco, entre outros). Já em “Acerto de Contas” trabalha sob a direção de José Joffily (Achados e Perdidos, Olhos Azuis) e divide a cena com Stepan Nercessian, numa eletrizante participação especial. Em “Milagres de Jesus” Oscar assinou contrato para dar vida ao vilão ZEV. A produção é a próxima minissérie bíblica da TV Record em parceria com a Academia de Filmes. Sob a Direção Geral da minissérie está o diretor João Camargo, além dos fortes nomes de Regis Faria e Caetano Freire. Parte das gravações da minissérie ocorrerão no Piauí, segundo o portal R7.

Mas não para por aí… O multifacetado ator alagoano de 34 anos ataca também na literatura com a publicação do seu primeiro Romance, intitulado de “O Corpo Marcado de Giz”, que será lançado também no primeiro trimestre de 2014 pela mesma editora da coletânea de contos “Sobre Homens e Abismos”, que vendeu regularmente por mais de quatro anos consecutivos em todo o país.

Elogiado por atores como Adriano Garib (O Russo de Salve Jorge), com quem já trabalhou algumas vezes no teatro e até por escritores e críticos literários estrangeiros como John Lewis, que apresenta o romance a ser publicado, o jovem alagoano parece assumir tudo com muita responsabilidade.

“Sou muito apaixonado por tudo que faço. Não me proponho a fazer nada pela metade. Ou estou por inteiro ou não estou no projeto. Entro de cabeça em todo e qualquer projeto que digo sim. Sou extremamente detalhista, minucioso e muito chato comigo mesmo, diria que sou o meu pior crítico. Preciso me superar a cada trabalho. Vivo numa busca infinita e não tenho tempo para reclamar da vida, a toda hora estou procurando coisas nos personagens que crio ou que me proponho a fazer. Tudo em mim vem da vida, vem da arte do ator, vem do homem e do alagoano trabalhador.”

 Questionado sobre o tempo para as produções e sobre a administração de todas as suas capacidades ele afirma:

“É tudo uma questão organizacional. Há tempo para tudo na vida e eu consigo administrar isso sem importunar ninguém. Sobretudo, faço tudo com muita dedicação e amor mesmo, de verdade. Preciso me apaixonar pelo que vou fazer, se não for assim parece que não vale a pena. Estou tendo o prazer de trabalhar com profissionais maravilhosos e espero que isso continue. Estou muito feliz de estar no projeto da TV Record e espero que o Vezzi frutifique outros trabalhos na televisão. Eu faço mais teatro e cinema, minha história se fundamenta muito nesses veículos. Tenho poucos trabalhos na televisão. Fiz uma pequena participação na novela “Luz do Sol” de Ana Maria Moretzsohn há um tempo atrás na TV Record. A Ana é uma pessoa maravilhosa, foi muito atenciosa com o meu trabalho e o que era para ser uma pequena participação se estendeu por alguns meses na novela. No fim, agradeci a ela pela oportunidade por e-mail e, para minha surpresa, ela me respondeu de maneira muito carinhosa e me falando tantas coisas tão lindas que chorei diante da tela do computador.”

Ao relembrar sua trajetória na vida e nas artes, Oscar Calixto, que também é membro correspondente da Academia Palmeirense de Letras, Ciências e Artes (APALCA), revela o quanto foi difícil galgar o patamar de se tornar um artista tão solicitado para o ofício do ator e como conseguiu ampliar o seu leque de atuação.

“Eu tive uma infância muito humilde, brinquei com carrinho feito de garrafas de água sanitária em Marechal Deodoro, onde chegamos a morar por um período para ficarmos mais próximos do meu pai, que trabalhava fornecendo cana de açúcar para a Usina Sumaúma. A gente furava a garrafa com arame e colocava terra dentro, tampava e amarrava o arame num barbante para puxar. Meus pais nunca tiveram muito dinheiro. Em algum momento vivemos uma fase um pouco melhor, mas no início de tudo, a coisa não era tão fácil. Meu avô paterno, de quem herdo o nome, vendia sapatos na feira de Palmeira dos Índios, onde morei por boa parte da minha infância e onde minha mãe está até hoje. Depois as coisas foram melhorando um pouco e mudamos um pouquinho de vida.

Quando completei meus 12 anos de idade, meus pais se divorciaram. Foi quando comecei a inventar trabalhos para contribuir com as despesas de casa. Comecei cobrando para fazer trabalhos da escola de colegas de Classe no Colégio Cristo Redentor (em Palmeira dos Índios), mas logo os professores descobriram que eu fazia a maioria dos trabalhos de casa e fui chamado à direção do colégio para responder se eles eram ou não eram feitos por mim. Lembro que fiquei um pouco assustado “Como descobriram? Tomei tanto cuidado para escrever de maneiras diferentes…” Mas respondi à Irmã que sim. Contudo, disse que era dali que eu tirava dinheirinho para ajudar no sustendo da minha casa. Ainda lembro a expressão que Irmã Maria José fez ao olhar para mim naquele instante. Trocou duas ou três palavras contra argumentando e não disse muita coisa mais. Os professores continuaram a receber os trabalhos normalmente, mas passaram a fazer perguntas orais sobre os temas dos trabalhos em sala de aula, o que deixou a minha turma bem descontente. Depois disso, passei a vender geladinho e daí para frente não parei mais…

Anos mais tarde eu me encontrei com a arte, que na verdade sempre esteve dentro de mim. Relutei um pouco para aceitar que era mesmo esse o meu caminho. Na verdade, eu queria mudar a realidade da minha família, queria ser médico, ter alguma profissão que desse orgulho e, sobretudo, uma estabilidade financeira de maneira mais sólida e rápida.

 Tentei vestibular pra medicina, mas não passei, fiz faculdade de contabilidade e processamento de dados na Bahia e depois larguei para, enfim, encontrar o meu rumo na arte. Foi preciso um susto da vida para que eu me encontrasse de verdade. Antes de decidir mesmo eu tive um problema de saúde que quase me leva desse mundo e somente diante da incerteza do amanhã, foi que eu decidi de verdade. Vi o quanto somos frágeis e como a vida pode ser curta, às vezes. Você pode ser retirado dela sem que tenha feito o que realmente lhe interessa, sem que tenha sido feliz de verdade, sem fazer o que realmente gosta. Daí pra frente eu decidi que iria ser ator e ponto final. E essa história soou bem estranha para uma família que vem do sertão.

 Mas isso não é um conto de fadas, e não termina em “…foi feliz para sempre”. É muito difícil a profissão de ator. Vivi muitos altos e baixos até aqui e já desisti tantas vezes em minha trajetória que houve um momento em que eu desisti de desistir. Só depois disso foi que resolvi ampliar o meu leque para viver com um pouco mais de dignidade, fazendo aquilo que gosto de fazer e afim de me tornar um pouco mais independente. Hoje sou ator, professor, diretor, dramaturgo, escritor… E dou meus 100% para cada coisa que faço.  Obvio que o ator sempre fala mais alto, afinal de contas, tudo em mim vem dele. Trabalho cerca de 19 horas por dia… De domingo à domingo. Fazendo uma breve alusão à genial peça que Fernanda Montenegro fez recentemente, “Eu vivo sem tempos mortos” e encontro muitas alegrias em viver assim. 

Ainda vejo-me galgando um espaço mais sólido, principalmente na televisão, porque o amanhã de um artista é muito incerto. Mas, honestamente, parei de me importar com o amanhã passei a me interessar pelo agora. Eu gosto muito de trabalhar, fico louco se não tiver nada para fazer. Entretanto, sou da política do “Se não me convidam, eu me convido.” Felizmente ultimamente estão me convidando mais para a televisão e eu estou muito feliz com isso. Tenho trabalhado com profissionais maravilhosos e faço tudo para que a dose se repita. Acabo ficando amigo de todo mundo no set. E ser solicitado é sinal de que está valendo a pena tantos anos de dedicação e esforço.

Sobre seu personagem na minissérie da Record, ele diz:

O ZEV (personagem) de “Milagres” talvez seja a minha oportunidade de mostrar um pouquinho mais desse tempo que a vida assoma e que me traz até aqui. Fiz muito cinema, inclusive fora do país, tenho 17 anos de carreira ininterrupta e já meio que parei de contar quantos trabalhos eu fiz. É claro que quero trabalhar muito mais, eu gosto de viver assim, acho que nasci para a arte mesmo. Eu sinto ela dentro de mim. A arte, para mim, é uma necessidade tão básica quanto o café da manhã para quem se levanta ou quanto uma boa noite de sono para quem vai dormir. Todas essas coisas que faço necessitam da compreensão do humano, é fato. E eu sou um observador incansável, reparo as pessoas a todo instante em todos os lugares que vou e faço links com coisas de filosofia, psicologia e de outros estudos sobre a vida. Não encaro meus papéis como “personagens”, aliás nem gosto muito do termo, mas tento compreender da melhor maneira o universo dos seres humanos que eles são. Acho que isso liga tudo que faço de maneira mais sólida. Dirijo, atuo e escrevo a partir da compreensão do humano e crio da cadeira de observação, de muito estudo sobre a complexidade de ser ou existir num mundo assim ou assim… Faço isso com muita humildade, simplicidade e dedicação, porque acho que aí que se concentra o tripé da arte, do ofício da criação. É exatamente aí onde se conectam todas essas vertentes que exploro como artista, como operário feliz de tudo aquilo que faço, como um “servidor de humanidade”, é assim que faço tudo que faço.

 Casado com a Atriz e Bailarina Adriana Bandeira (TV Globo), o ator planeja ter filhos e retornar a Alagoas em breve a título de férias. Sucinto ao falar de sua vida pessoal, diz apenas:

“Só vou dizer que encontrei a minha metade no palco, quando fiz “A História do Soldado” de Ramuz e Stravinsky. Não obstante, acho que não haveria outro lugar mesmo para encontrá-la. Estamos nos organizando para ter um filho… Já plantei “quinhentas árvores” e escrevi alguns livros, está faltando alguém “ateando fogo pela casa” como diria Vinicius de Moraes. Espero ter o privilégio de ser pai em breve. Pretendo ir a Alagoas talvez depois das gravações de “Milagres”. Mas só se o trabalho não me chamar para algo indispensável ou tão apaixonante quanto essa minissérie… Entretanto, sinto saudades da minha terra, desse povo tão honesto e trabalhador que de mim faz parte. Sou alagoano com muito orgulho e isso vai aonde eu for.”


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