Vídeo: Assédio sexual deixa marcas profundas na saúde mental das vítimas, alerta especialista
O neuropsicólogo e psicólogo Diego Vieira comentou a reportagem publicada pelo Estadão Alagoas sobre casos de mulheres que sofrem abuso e assédio sexual e destacou os impactos psicológicos que esse tipo de violência pode causar ao longo da vida das vítimas.
Em vídeo, o especialista chamou atenção para o fato de que o assédio ainda é frequentemente normalizado pela sociedade, o que contribui para o agravamento das consequências emocionais para quem sofre esse tipo de violência.
Segundo Diego, os efeitos do abuso podem ser profundos e desencadear transtornos psicológicos ou mentais, afetando diretamente a qualidade de vida das vítimas. Entre os problemas mais comuns observados na clínica estão quadros de depressão e ansiedade.
“O que mais recebo hoje na clínica são casos de depressão e ansiedade que, muitas vezes, têm origem em situações como essas. A pessoa pode ter sofrido um trauma há muito tempo ou recentemente, e isso gera um impacto emocional muito grande, a ponto de desenvolver um quadro psiquiátrico”, explicou.
O psicólogo também ressaltou que, mesmo com acompanhamento psicológico, terapias comportamentais e, em alguns casos, tratamento medicamentoso, as sequelas podem permanecer por muito tempo.

De acordo com ele, as consequências do assédio vão além do sofrimento emocional imediato e podem comprometer a autonomia da vítima, além de afetar habilidades de comunicação, relações sociais e até a vida profissional.
“As sequelas emocionais são muito evidentes para quem sofre algum tipo de assédio. Muitas pessoas passam a ter prejuízos nas relações sociais, nas atividades do dia a dia e até no trabalho. Por isso, o tratamento costuma ser delicado e exige muito esforço”, destacou.
Para o especialista, é fundamental que a sociedade deixe de tratar essas situações como algo comum. Ele reforça que o combate ao assédio passa pelo reconhecimento da gravidade do problema e pelo apoio às vítimas.
“Não podemos normalizar práticas como essa. Para quem sofre, muitas vezes resta um tratamento longo, que exige dedicação e pode deixar marcas por toda a vida”, conclui
Confira o vídeo na íntegra:
